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Estudo conclui que tilápias crescem mais alimentadas com 32% de proteína

16/09/2019
Estudo conclui que tilápias crescem mais alimentadas com 32% de proteína

Tilápias (Oreochromis niloticus) alimentadas com ração com teor de 32% de proteínas apresentam melhor desempenho zootécnico em tanques-rede. Essa foi uma das conclusões da pesquisa feita por cientistas da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e da Embrapa Meio Ambiente (SP), que observaram que esse percentual de proteína bruta favorece o desenvolvimento dos peixes, fazendo-os crescer mais e com maior velocidade. O estudo ainda confirmou que a espécie tem melhor performance em ambientes a 28ºC.

O trabalho avaliou o desempenho zootécnico de tilápias alimentadas com rações comercias, contendo diferentes níveis de proteína bruta, para avaliar o melhor teor para criações em tanques-rede em represas rurais. O experimento teve duração de 227 dias e foi realizado em 12 tanques-rede estocados com 125 peixes/m3, instalados no Polo Regional do Leste Paulista, em Monte Alegre do Sul (SP), com três tratamentos e quatro repetições.

O estudo demonstrou diferença no peso médio dos peixes alimentados com ração contendo 28% de proteína bruta, comparado aos peixes alimentados com 32% e 36%, evidenciando que a melhor taxa de eficiência proteica foi obtida na ração com 32%, o que a tornou indicada como o melhor nível proteico para a fase de crescimento.

Um dos autores do trabalho, o pesquisador da Embrapa Júlio Queiroz, ressalta a importância dos resultados, já que são poucos os dados disponíveis sobre os teores ideais para a produção de tilápias em represas rurais em tanques-rede. Nesse sistema, os animais são criados em ambientes onde a temperatura da água está sujeita a grandes variações durante o ciclo produtivo dos peixes, como no caso da região onde foi realizada a pesquisa.

“Os peixes são animais pecilotérmicos, que não dispõem de um mecanismo interno que regule a temperatura do seu corpo. Por esse motivo, conhecer os melhores índices proteicos e a melhor temperatura da água é importante na piscicultura, pois são parâmetros que influenciam diretamente em processos fisiológicos para o bom desenvolvimento dos peixes,” explica Queiroz.

O pesquisador da Embrapa Marcos Losekann ressalta que essas variações de temperatura influenciam o metabolismo e, consequentemente, também afetam o consumo de ração, principalmente em locais como o município de Monte Alegre do Sul, onde essas mudanças de temperatura da água são mais acentuadas, conforme as estações do ano.

“Afetados pelas variações na temperatura da água fora da faixa de conforto, os peixes respondem mudando hábitos alimentares, comportamentais e de mobilidade para se adequar às variações, sejam elas de frio ou calor. Na piscicultura, o produtor deve estar atento e dispor de informações adequadas para o melhor planejamento do manejo alimentar para obter melhor desempenho e, consequentemente, melhor renda”, recomenda Losekann.

Fonte: Embrapa
Foto: Celia Scorvo/Apta


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